Em 2009 era lançada a primeira pedra que dava início os trabalhos do Túnel do Marão, com 5825 metros. Foram precisos sete anos para que, em 2016, se desse por terminada uma das obras mais esperadas em Trás-os-Montes, aproximando esta região do litoral e prometendo um enorme impacto na vida das pessoas. Dois anos depois, a Prospectiva recorda uma grande obra pública da qual teve o imenso orgulho em fazer parte.

A obra que atravessa as encostas da Serra do Marão

O Túnel do Marão é um túnel rodoviário que faz a ligação entre Amarante e Vila Real, atravessando a Serra do Marão. No Túnel passa a autoestrada A4/IP4, que liga o Porto a Trás-os-Montes.

Esta grande obra de engenharia é constituída por duas  galerias com 5 825 m de comprimento, tornando-o no mais longo túnel rodoviário de Portugal e o 3.º mais longo da Península Ibérica. Foi construído para substituir o troço original do IP4, que atravessa as encostas da Serra do Marão. O Túnel do Marão tem portagens, pelo que o traçado original do IP4, em serviço desde 1988, é atualmente a alternativa mais económica.

7 anos até ver a luz ao fundo do túnel

Devido a problemas de ordem judicial, política e financeira, o túnel do Marão foi sujeito 3 paragens no decorrer das obras, iniciadas em maio de 2009. Foi assim que, depois de três anos de obra parada na Autoestrada do Marão, a perfuração do Túnel recomeçava no dia 18 de novembro de 2014. Avançava-se então uma média de 18 metros por dia em cada uma das bocas do túnel. Nessa altura, foram escavados 5000 metros cúbicos de terra do interior dos túneis, o equivalente a 27 mil camiões.

Cerca de um ano depois, em novembro de 2015 anunciava-se que a perfuração de uma das galerias tinha ficado terminada, que os prazos estavam a ser cumpridos e que tudo indicava que a circulação na autoestrada do Marão seria iniciada no trimestre do ano seguinte, em 2016. Com efeito, e cumprindo as datas definidas, a inauguração oficial do Túnel do Marão viria a acontecer no dia 7 de maio de 2016.

A era pré-túnel do Marão

Antes do Túnel do Marão havia apenas o fatídico IP4, que ligava Amarante e Bragança e que, durante 20 anos, foi palco de milhares de acidentes,136 mortos e muitos feridos. Era então necessário percorrer 45 km, que incluía a pesada subida e descida da Serra do Marão. O percurso sinuoso incluía longas filas de trânsito, agravadas pela neve, nevoeiro ou gelo, que muitas vezes se fazem sentir nesta região, demorando aos automobilistas mais de uma hora para o percorrer.

Durante a sua edificação, chegou a dar emprego a mais de 1000 trabalhadores. Depois de terminado e com as distâncias encurtadas, é considerado um fator de dinamização da economia, através do turismo e da fixação de empresas.

É inegável que a qualidade de vida das populações que usam o IP4 diariamente nas suas deslocações melhorou bastante. Os problemas das longas filas de trânsito, neve, nevoeiro e do gelo já não têm o mesmo impacto. As filas de trânsito terminaram. A probabilidade de a neve prejudicar o trânsito é mínima. Como a altitude do troço, diminuiu bastante, a formação de gelo e neve já não são um problema. O nevoeiro será sempre um problema, mas com menor intensidade. Isto significa que a segurança aumentou de forma exponencial, diminuindo os acidentes e avarias de uma bastante significativa.

Além disso, o tempo de viagem diminuiu drasticamente. Com o túnel, os 200 km que separam o Porto de Bragança, demoram agora cerca de duas horas a percorrer, menos 20 minutos do que nos tempos da era pré-tunel. Há mesmo quem diga que “já não passa pela cabeça de ninguém passar pela IP4 nesta altura”.

Relembrando uma obra que tanto afetou a vida das pessoas, foi com orgulho que a Prospectiva realizou esta fiscalização, fez o controlo de qualidade e controlo topográfico bem como a coordenação de segurança em obra da empreitada IP4 (A4) – Túnel do Marão. E é com este orgulho que estamos e continuaremos no mercado.